sábado, 21 de agosto de 2010

o navio (readaptação)

Vou...


Deixei o cais da multidão,

Da terra dos mortais, da confusão.

Navego sem farol, sem agonia,

Distante...

E vou nesta corrente, na maré.

No escuro da minha consolação,

Recordações no meio do mar e me seguem,

E fogem...

A minha solidão é loucura.

Ando numa via já impedida,

Uma viagem perdida,

Um navio à deriva, sozinho...

Não é grande o mal e pouco dura,

E quando afundar a minha vida,

Estará sob medida do mundo.

Um comentário:

yolanda disse...

Você é como uma aquarela - Para cada emoção, uma cor.
E que cores fortes, vibrantes, sofridas, e bonitas que tens.
Te amo.

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